
jornalismo
Postado em Sem categoria em 27/03/2011 por blogdobatmanVejo DFTV por que…
Postado em Amenidades em 22/01/2011 por blogdobatmanVídeo com respostas dos estudantes da UnB à matéria absurdamente preconceituosa, desinformada e careta veiculada pela Rede Globo de Comunicação no dia 14/01 sobre as festas que acontecem na universidade.
Veja a matéria do DFTV da globo aqui
Translation of “Canto de Ossanha”, by Baden Powell and Vinicius de Moraes
Postado em Amenidades, conspiração com as tags amarração para o amor, baden powell e vinicius de moraes, canto de ossanha em 25/12/2010 por blogdobatmanOssanha is an spiritual entity, one of the Orixás worshipped in african and afro/Brazilian religions such as Candomblé and Umbanda. Ossanha is the Orixá responsible for the ritual and medicinal leaves and plants. The music tells about a very common use in Brazil, the witchcraft for love. In my city, Brasilia, you can easily see advertising offering such services. Thoug its efficiency is questionable, many people use it.
![ambrosio1fv[1]](http://blogdobatman.files.wordpress.com/2010/12/ambrosio1fv1.jpg?w=450)
advertising offering every kind of sorcery, in a street of brazil
“Father Ambrosio”
“Solve your amorous and professional problems
Heal any kind of disease (even homossexuality) (…)”
The idea of this post came from some guys in youtube asking for a translation. For first, I tried to post it as a comment, but it was too long. Here it is… I hope it helps you.
Deaaá! Deerê! Deaaa!
The man who says “I give”
Don’t give
‘cause those who really give
Don’t tell
The man who says “I go”
Don’t go
‘cause when he went
He didn’t really wanted to
The man who says “I am”
Is not
‘cause those who really are say
I’m not
The man who says I’m there
Is not
‘cause nobody’s there
When they want
Pitiful is the man who falls
At the Ossanha’s chant
Traitor!
Pitiful is the man who looks for
Witchcraft of love
Go! Go! Go! Go!
I’ll not go!
Go! Go! Go! Go!
I’ll not go!
Go! Go! Go! Go!
I’ll not go!
Go! Go! Go! Go!
I’ll not go…
‘cause I’m nobody of going
Into talkin’ about forget
The sadness of a love
which’s gone
No!
I’m just going if it’s to watch
A star rising
In the morning of a new love
Friend “sinhô”
Saravá
Xangô told me to tell you
If it is Ossanha’s chant
Don’t go!
‘cause you’re going to regret very much
Ask your Orixá
Love’s only good when it hurts
Ask your Orixá
Love’s only good when it hurts…
(Orixá, also spelled “Orisha” is a kind of spiritual entity in the afro-brazilian religions such as Candomblé. Both “Xangô” and “Ossanha”, refered in the song are names of some orixás)
Go! Go! Go! Go!
Loving
Go! Go! Go! Go!
Suffering!
Go! Go! Go! Go!
Crying!
Go! Go! Go! Go!
Tell…
(in old-fashioned Portuguese, this last verse means something that would be translated like “Who Knows…”)
‘cause I’m nobody of going
Into talkin’ about forget
The sadness of a love
which’s gone
No!
I’m just going if it’s to watch
A star rising
In the morning of a new love
Friend “sinhô”
Saravá
(sinhô is an old-fashioned rural portuguese form that would be translated for something like “sir”. Saravá is a greeting used in some regions of Brazil wich have strong african influence, like the region of Bahia. It is a word with african origin)
Go! Go! Go! Go!
Loving
Go! Go! Go! Go!
Suffering!
Go! Go! Go! Go!
Crying!
Go! Go! Go! Go!
Tell…
Jovem russo causa o caos.
Postado em Sem categoria em 19/11/2010 por blogdobatmanNão sabemos quem é o jovem peladão, muito menos o motivo de suas brincadeiras.
Só sabemos que morar na Russia deve ser bem mais divertido do que no Brasil.
Redação BlogDoBatman
Postado em Amenidades, conspiração, Des-Informação, Fofoca, Humanidade bizarra com as tags afrika bambata, ato falho, África, Brasília, catolicismo, chuva de animais, criatividade, distúrbio, duenssa, legalize, rbd, trabalho, zoofilia em 16/11/2010 por blogdobatmanX diz:*ALOU
Y diz:*porra meu irmãozinho to precisando de ajuda
X diz:*Falai
Y diz:*você sabe o que são as cinco pedrinha meu irmao?
X diz:*MARAVILOSO
*CONSELERO
*ou tamo falando da quinta que logo chega?
Y diz:*Q
*entendi noa rapa
*talvez a comunicação apresente falhas no engano
*mas você vai entender
*faz de conta que ainda é cedo
X:*HAUAHUHAUHAHUAHUAHUHUAHUAHUAHUA
*Velho
*a comunicação tá confoosa
*fale mais
Y diz:*uhaefuasdhiaisud
*cara
*caralho
*tem esses dialetos de homossexuais né?
*confoosa
*AFFERSON
*AFUHEIAUEF
*caralho
*ue lombra
*velho fiquei no antro hoje só eu e um hippie
*ouvindo um groundation
*deve ter sido por umas duas horas, velho
*a gente rindo um do outro jogando sinuca
*quase me apaixonei
X diz:*AHUAHUAHAUAUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUHAUAUAHUAHAA
*olha a conexão chegando
*vem falando de dialeto de homossexuais e agora de qse se apaixonar por um cara
Y diz:*freud explica
X diz:*BRIMKS
Y diz:*AHUFAHUEIHUFAEIHIUAEFHUAIEFHIUA
[censurado]
X diz:*E nem reclamo
*pelo menos é no braço esquerdo
*que eu só lembro que existe quando rola tendinite
*é mais inútil que minhas amídalas essa porra
Y diz:*você não bate uma punhetinha não com o braço esquerdo?
*boto fé que é de boa
X diz:*Nem
Y diz:*velho vamo plantar dana da noite
X diz:*só com a direita
Y diz:*e maconha
*claro
*dama
X diz:*HAUHAUAHUHUHUAHUAHAUHAUAHHAUAHAUHUAHUA ALOA
*já tá pensando em LS(coloque sua letra preferida aqui)
Y diz:*dddddddddd
X diz:*Tô pensando em plantar uns joints pq tá foda
Y diz:*jamais lsa
*velho aquele manolo da quimica
*velho
*ele é genio
*aralho ele fez minha cabeça
*quero plantar as paradas todas
*iz que um pé adulto de seilaoque gera de 1400 a 1500 sementes
*não sei o que quer dizer, mas deve deixar muito louco pela mepolgação dele contando
X diz:*HAUHAUHAUHUAHUAHAUHAUHAUAAHUAHUAHUHAHAHAUHAA
*Ouxi, bora lá
*minha tia aliás já tem um pé de dama da noite
*qria ordenhar aquela planta sem levantar suspeitas
*pq né, minha prima fez farmácia, bem sabe o q dá pra extrair daquilo
Y diz:*+.+
*X seu molecão doido
X diz:*Sô nada
*Sou maior Sandy
*Meu nome é X, e estou há 24horas sóbrio
Y diz:*caralho fumei até umas hora
*velho
*to pensando em comprar um passat
*colar um adesivo dos racionais
*o bixo na prisão ta ligado?
X diz:*HAUHAUHUHUHHAUAHUAHUAHAUHUAHUAHUAHUA
*Tô bem vendo
*tá cos ôi veRmelho, aposto
*bem queria tbm, vou ver se acho algo aqui
*Pô, passat é ruim véi
*estacionar aquilo deve ser um transtorno
Y diz:*caralho X
*sério
*mais tarde
*velho
*você tem aí?!
*bora fumar nós dois, velho!!!!!
*CARALHOOOOOO
*JÁ PENSOU!?!?!?
X diz:*HAUHUAHAUHAHAUAHUAHUAHUA
Y diz:*AÍ A GENTE FAZ UMA VIAGEM LOUCA PRA BABILONIA
X diz:*FUDEU
Y diz:*PELO SKYPE SEI LÁ
*VELHO
*VAMO ESCREVER
X diz:*MERMÃO
Y diz:*VAMO GRAVAR ALGUMA COISA
*VELHO
*VAMO
X diz:*ACHEI UMAS 15 PONTAS
*VOU BOLAR ISSO E NUNCA MAIS VOLTO PRA TERRA
*E EU AQUI TOMANDO PARACETAMOL PRA TENDINITE TENDO COISA MELHOR
*OUXI, BORA SIM!
Y diz:*VELHO
*CALMA
*MAIS TARDE
*ETAPORRA
X diz:*eita
*oka
Y diz:*QUE SE EU PUDESSE EU MATARRA ERAM IL
X diz:*mais tarde
Y diz:*QEU SO CABA HOJME
porra
X diz:*HAUHAUAHUAHUAHUAHUUHAAUAUAHUAHUAHA
Y diz:*cai pra ca velho
*bota contar umas piadas
*jogar um uing eleven
X diz:*Véi
*são 22:11
*só tem como eu ir pro plano agora
*e nem teria como voltar se eu fosse
*=~~
Y diz:*faeihuaefhuaefhuaiefhiuaefhuiafe
*caralho X
*pega o proximo trem pra babilonia
*partindo da etiopa
Vocês acham que desistimos, ou, quem sabe, que sumimos.
Nós estamos cada vez mais perto.
Voto Serra Pq
Postado em conspiração com as tags #votoserrapq, Dilma, dilma13, Getúlio Vargas, Lula em 29/10/2010 por blogdobatmandeclaração de voto de um eleitor de Carlos Lacerda, ops, do Serra.
Carta de intenções do Governo Federal ao FMI
Postado em Sem categoria em 23/09/2010 por blogdobatmanVejam que achado… Em 2003, o Governo Federal mandou uma “carta de intenções”, ao FMI. Entre outras coisas, como a reforma da previdência, o alongamento dos prazos da dívida mobiliária e a manutenção dos superávits primário, o recém empossado governo Lula prometia continuar os esforços de FHC para a venda dos “quatro bancos federalizados” então existentes no país. Seria o caso de perguntar aos signatários se essa disposição persiste. A carta foi assinada por Antônio Palocci e Henrique Meirelles, respectivamente ministro da fazenda e presidente do BC à época.
9. Pretendemos seguir uma agenda adicional de mudanças estruturais em outras áreas. Primeiro, o governo vai procurar garantir uma aprovação rápida pelo Congresso da PEC que facilitará a regulação do setor financeiro — um passo necessário para a passagem da desejada lei que formalizará a autonomia operacional e a responsabilização do Banco Central. Segundo, o governo continuará em seus esforços para que se realizem progressos na venda dos quatro bancos federalizados, como refletido no parâmetro estrutural proposto agora para final de junho. Terceiro, para diminuir o spread bancário e aumentar a disponibilidade de crédito para o investimento, o governo tem a intenção de que uma nova lei de falências seja votada. Esta lei terá como objetivos ajudar a preservar o funcionamento das empresas em dificuldades, cuja sobrevivência seja viável, enquanto sua propriedade é transferida, além de melhorar a definição na ordem de prioridade dos credores da massa falida.
No mínimo, interessante.
Não somos dinamarqueses
Postado em Humanidade bizarra com as tags ciclismo, planejamento urbano, urbanismo em 06/08/2010 por blogdobatmanEm 1962, Copenhague, a capital dinamarquesa, foi tomada por uma polêmica. Estava nos jornais: “Nós não somos italianos”, dizia uma manchete. “Usar espaços públicos é contrário à mentalidade escandinava”, explicava outra. O motivo da polêmica: Um jovem arquiteto chamado Jan Gehl, que tinha conseguido um emprego na prefeitura meses antes, estava colocando suas manguinhas de fora. Gehl, que tinha 26 anos e era recém casado com uma psicóloga, vivia ouvindo dela a seguinte pergunta: “por que vocês arquitetos não se preocupam com as pessoas?”. Gehl resolveu preocupar-se. E teve uma ideia. Havia em Copenhague uma rua central, no meio da cidade, cheia de casas imponentes e de comércios importantes. Era uma rua que tinha sido o centro da vida na cidade desde que Copenhague surgiu, no século 11 – a rua viva, onde as pessoas se encontravam, onde conversavam, onde os negócios começavam, os casais se conheciam, as crianças brincavam, a vida pública acontecia. Nos anos 1950, os carros chegaram e aos poucos essa rua foi virando um lugar barulhento, fumacento e perigoso. As pessoas já não iam mais lá. Trechos inteiros tinham sido convertidos em lúgrubes estacionamentos. Pois bem. Aquele jovem arquiteto tinha um plano: fechar a rua para carros. Copenhague não aceitou facilmente a novidade. Os comerciantes se revoltaram, alegaram que os clientes não conseguiriam chegar. São dessa época as manchetes de jornal citadas no começo do texto. O que os jornais diziam fazia algum sentido: Copenhague não é no Mediterrâneo. Lá faz frio de congelar – o mês de dezembro inteiro oferece um total de 42 horas de luz solar. Ninguém quer andar de bicicleta, ninguém quer caminhar. Deixe meu carro em paz. Mas o jovem arquiteto ganhou a disputa. Nascia o Strøget, o calçadão de pedestres no meio da cidade que hoje é a maior atração turística de Copenhague. As pessoas adoraram a rua para pedestres desde que ela foi fundada. Na verdade, o comércio da região acabou lucrando muitíssimo mais, porque a área ganhou vida e gente passou a caminhar por lá a todo momento. É até lotado demais hoje em dia. O arquiteto Gehl caiu nas graças da cidade e continuou colaborando com a prefeitura. Suas ideias foram se aprimorando. Ele descobriu que o ideal não é segregar pedestres de ciclistas de motoristas: é melhor misturá-los. Alguns de seus projetos mais interessantes são ruas mistas, nas quais os motoristas sentem-se vigiados e dirigem com um cuidado monstro. Outra sacada: que essa história de construir ruas para diminuir o trânsito é balela. Quanto mais rua se constrói, mais trânsito aparece. Quanto mais ciclovia, mais gente abandona o carro. Em grande medida graças às ideias de Gehl, Copenhague é a grande cidade europeia com menos congestionamentos. 36% dos deslocamentos são feitos de bicicleta, mesmo com o clima horrível de lá, e a população tem baixos índices de obesidade e doença cardíaca. “Copenhaguizar” virou um verbo: significa tornar uma cidade mais agradável à maneira de Copenhague. Jan Gehl abriu um escritório de arquitetura cuja filosofia é “primeiro vem a vida, depois vêm os espaços, depois vêm os prédios”. Ele passou a ser contratado por várias cidades australianas interessadas em “copenhaguização”. Seus projetos revolucionaram Sidney, Perth e Melbourne, tornando seus centros mais divertidos, cheios de cafés, arte e vida, reduzindo carros, atraindo gente para fora de casa. De uns tempos para cá, Gehl, que hoje tem 74 anos, passou a ser procurado pela “big league” das cidades: Londres e Nova York o contrataram como consultor para transformar seus espaços urbanos. Ambas têm feito muito desde então. Enquanto isso, aqui na minha cidade, se alguém fala em melhorar o espaço público, logo ouve: “Nós não somos dinamarqueses. Usar espaços públicos é contrário à mentalidade brasileira.” 50 anos atrasado. Outra frase que se ouve muito aqui: “Brasileiro adora carro.” Adora nada, meu filho, presta atenção. Isso é propaganda de posto de gasolina! #
Por Denis Russo Burgierman
Veja essa
Postado em conspiração, Des-Informação com as tags anti-PT, revista Veja em 03/08/2010 por blogdobatman
Enquanto isso, na redação de Veja...
Manifesto!
Postado em conspiração com as tags CNV, manifesto, rebelião em 28/07/2010 por blogdobatman
Ó juventude! Ó torcida do flamengo! Sois vós que produzem a riqueza de nosso país e do mundo!
É o suor dessa rapeize bronzeada que ergue os edifícios, que chuta a bola para o gol, que faz as cocotas descerem até o chão.
São essas benditas cocotas que estão parindo neste momento o futuro da espécie humana, e não essas horíveis madraçais quarentonas.
Nossa lucidez se curva diariamente ao torpor de tolos professores. Nossa dignidade é insultada pela recriminações dos idosos que convivem conosco.
Por que aceitamos então o chicote do patrão? Por que aceitar o conselho tolo do pastor e dos pais?
Os velhões não entendem mais o Mundo. Quem entende o Mundo é quem o faz todos os dias, de oito às seis, somos nós!
Entretanto, nos presídios somos maioria, bem como nas filas de emprego.
Até quando aceitar ser morto, perseguido pela polícia, oprimido pelo patrão e pelo desemprego?
Basta! Às armas, molecada!
Até o fim dessa grande Putaria que fazem com a nossa cara!
CNV – Coletivo do Niilismo Vicking
O falso feminismo de silicone
Postado em Sem categoria com as tags feminismo, ivo pitanguy em 22/07/2010 por blogdobatmanPublico aqui mais um bom texto que me chegou por uma das muitas e profícuas listas de e-mails das quais participo. A continuar nesse ritmo, logo aposentarei a pena e empreenderei uma casa editora.
Quando deitei os olhos no escrito, uma cena logo me veio à mente. Conversava sobre as donas de casa. Minha interlocutora era uma criaturinha leviana, que nunca tendo vendido sua força de trabalho, se achava profundamente “moderna”, “avançada” e “Livre” por gastar o dinheiro de seus progenitores com infindáveis e estúpidas festas, viagens, best sellers, modas e toda essa porcaria.
Cumprimento o autor do texto por ter sintetizado de forma cristalina nossas opiniões sobre este tipo de “mulher moderna”, que as vejas do mundo não se cansam de exaltar.
As mulheres que efetivamente estão nos parlamentos, no mercado de trabalho, ou de forma ainda mais notável, sustentando e educando sozinhas suas famílias (aí inclusos seus machos relapsos) são de natureza muito diversa destas que se perdem nas teias da cosméticas e das vaidades que o fetiche do homem cria. A estas primeiras dedico o post.
O falso feminismo de silicone
É costume dizer que o feminismo está morto. As mulheres teriam conquistado seu lugar ao sol. São maioria entre os trabalhadores, consumidores e eleitores. Há mulheres no parlamento e nos governos. Podem ser vista à frente de grandes empresas.
Quase tudo nessas afirmações é aparência. As mulheres são maioria no mercado de trabalho, mas de forma desigual. A maior parte dos postos de direção e gerência é ocupada por homens. Assim mesmo, os salários são sempre menores para elas.
No Congresso Nacional, parlamentos em geral e governos a visibilidade acontece exatamente porque a presença feminina continua rara. Nada rara é sua exposição como objetos em tudo isso. “Elas enfeitam o cenário”, dizem os machistas, que continuam na direção do espetáculo.
Não à toa o Brasil é um dos líderes mundiais em cirurgias plásticas. Cerca de 70% delas são de caráter estético. Mais de 80% feitas em mulheres. Nos Estados Unidos e Europa, começa a fazer sucesso a labioplastia. Uma intervenção cirúrgica nos lábios vaginais. Grande parte delas nada tem a ver com correções necessárias à saúde.
É o novo machismo travestido de feminismo. Beleza e sensualidade seriam direitos conquistados pelas “mulheres emancipadas”. Além de cuidar da casa, dos filhos e ser competente na profissão, elas também têm que atender exigências impostas pelo mercado erótico.
Se isso pode ser massacrante para quem tem algum dinheiro, imagine para a grande maioria. Aquelas que mal conseguem comprar roupas novas.
Mulheres que denunciam essa situação são consideradas amargas, ressentidas, chatas. “Deixem disso” dizem os meios de comunicação. “Corram para os cirurgiões, cabeleireiros e liquidações. Rendam-se ao silicone e às próteses”. É o machismo cirurgicamente renovado pelos poderosos.
Sérgio Domingues
http://pilulas-diarias.blogspot.com
A fábula dos porcos assados
Postado em Amenidades com as tags Fábula dos porcos assados em 19/07/2010 por blogdobatmanBoto pra game geral este interessante texto, originalmente publicado em espanhol, de nome A Fábula dos Porcos
Uma das possíveis variações de uma velha história sobre a origem do assado é a seguinte: Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque… até que descobriram um novo método.
Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parciamente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes – milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quando mais crescia a escala do processo, tanto mais parecia falhar e tanto maiores eram as perdas causadas.
Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos, seminários, conferências passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o nelhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte repetiam-se os congressos, seminários, conferências.
As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda às árvores, excesivamente verdes, ou à umidade da terra, ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas…
As causas eram, como se vê, difíceis de determinar – na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: maquinário diversificado; indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo – incendiadores que eram também especializados (incediadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc., incendiadores noturnos e diurnos – com especialização e matutino e vespertino – incendiador de verão, de inverno, etc.). Havia especialista também em ventos – os anemotécnicos. Havia um Diretor Geral de Assamento e Alimentação Assada, um Diretor de Técnicas Ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um Administrador Geral de Reflorestamento, uma Comissão de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias (ISCUTA) e o Bureau Orientador de Reforma Igneooperativas.
Havia sido projetada e encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação – utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas.
Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia espacialistas entrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente, etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno.
Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades para que os professores especializados na construção das instalações para porcos; fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as iniversidades que preparavem os professores especializados na cosntrução das instalações para porcos, etc.
As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus, posicionar ventiladores-gigantes em direção oposta à do vento, de forma a direcionar o fogo, etc. Não é preciso dizer que os poucos especialistas estavem de acordo entre si, e que cada um embasava suas idéias em dados e pesquisas específicos.
Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso), chamado João Bom-Senso, resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido – bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor – e não as chamas – assasse a carne.
Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o Diretor Geral de Assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouví-lo pacientemente, disse-lhe:
- Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades?
- Não sei – disse João.
- E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadores automáticas de ar?
- Não sei.
- E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?
- Não sei – repetiu João encabulado.
- O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê, que , se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor com certeza compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? Vamos, diga-me.
- Não sei, não senhor.
- Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor?
- Sim, parece que sim.
- Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosos sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o país?
- Não sei.
- Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos – por exemplo, como melhorar as anemotécnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência), como contruir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transformá-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez!
- Realmente, eu estou perplexo! – respondeu João.
- Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia – isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor rntende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo?
João Bom-Senso, coitado, não falou mais um “A”. Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos, que falta o Bom-Senso.



