Cinema com Herzog

“A Rogue Film School não é para aqueles de coração frágil; ao contrário, é para aqueles que já viajaram à pé, que tramparam de gogo-boy em puteiros ou de bedel nos hospícios, para aqueles que querem aprender à arrombar cadeados e a forjar licenças de filmagem em países hostis. Em resumo: para aqueles que tem senso de poesia. Para aqueles que são peregrinos. Para aqueles que conseguem contar uma história para uma criança de 4 anos e prender a atenção dela. Para aqueles que tem um fogo queimando dentro de si. Para aqueles que ainda tem sonho.”

herzog em cena

É assim que Werner Werzog descreve seu novo projeto, que ele chamou de Rogue Film School. A escola acontecerá na forma de seminários ministrados pelo próprio Herzog durante fins de semana em lugares variáveis e intervalos inconstantes, segundo consta no site http://roguefilmschool.com/.  Entre os conteúdos constam coisas como “O lado atlético do Cinema”, Táticas de guerrilha” e “auto confiança”. Herzog não se deterá sobre os aspectos técnicos do cinema. O enfoque do curso recai sobre a análise de excertos de filmes (inclusive dos participantes), músicas e imagens, buscando  a excitação peculiar que torna os filmes possíveis. A bibliografia inclui o poeta romano Virgílio, um conto de Hemingway e “True History of the Conquest of New Spain”, de  Bernal Diaz del Castillo.

Cena memorável de Aguirre

O primeiro seminário será ano que vem, em Los Angeles,  nos dias 8, 9 e 10 de Janeiro. O preço é de apenas US$ 1450,00, mas cada participante será escolhido pelo próprio Herzog. É preciso mandar um pequeno filme de pelo menos cinco minutos. Não é permitida qualquer tipo de filmagem, nem mesmo celulares, laptops ou pagers. O formulário de inscrição está  nesse link http://roguefilmschool.com/application.asp

2 Respostas to “Cinema com Herzog”

  1. Hemingway: Says:

    “Todos eramos meio desligados. E só o que nos mantinha unidos era a circustância de nos encontrarmos todas as tardes no hospital. Entretanto, quando íamos para o Cova, passando pela parte barra – pesada da cidade, caminhando no escuro, com luz e cantoria saindo das cantinas, às vezes tendo de andar no meio da rua quando a calçada se enchia de homens e mulheres que interrompiam a passagem, nos sentíamos unidos por alguma coisa que nos acontecera e que as pessoas que nos detestavam não compreendiam (…) Era verdade que fui ferido; mas todos sabíamos que ser ferido era um acidente. (…) mas voltar a pé para casa de noite pelas ruas desertas, com o vento frio e as lojas fechadas, procurando ficar próximo dos postes de iluminação, eu sabia que nunca faria tais coisas, e tinha muito medo de morrer; e às vezes ficava na cama de noite com medo de morrer e imaginando como me sentiria quando voltasse à frente.”

    Fragmento de “Em Outro País”, conto.

    Viva a notícia dos loucos.

  2. chora rits Says:

    topo topo, por que não?

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