Arquivo para Marcha da Maconha

Revisão legal pode liberar o plantio de maconha

Posted in Des-Informação with tags , , , , on 17/08/2009 by blogdobatman

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) enviará ao congresso um projeto de revisão da Lei Antidrogas que pode liberar o plantio da maconha. Com a revisão, o porte  e o uso de pequenas quantidades da droga podem ser descriminalizados. A revisão da Lei Antidrogas é um objetivo do governo federal desde o ano de 2006, e a apresentação dos projetos de reforma ocorrerão agora no fim do ano.

cannabis como solução

cannabis como solução

Os defensores da legalização da erva argumentam que a lei atual é ineficaz  por não ter quaisquer mecanismos de diferenciação entre o simples consumidor e o traficante. Segundo estes, o Estado atualmente desperdiça recursos e tempo prendendo “peixes pequenos”, fortalecendo assim a ação do tráfico de drogas organizado e perigoso. “Se a pessoa plantar para consumo próprio, automaticamente se quebra o vínculo dela com o crime, o grande traficante”, diz Teixeira.

Apesar dos vários estudos que existem demonstrando a ineficácia da política de “guerra às drogas”, tal como feita atualmente, a proposta de revisão apresentada pelo deputado encontra resistência entidades  como a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e o Conselho Nacional Antidrogas (Conad), que também debatem a revisão da Lei Antidrogas. Vale lembrar que, atualmente, tanto o consumo quanto o plantio e o porte de maconha são considerados crimes e punidos como tal.

Memórias de Woodstock: o gay que salvou o festival

Posted in Amenidades with tags , , , , , , , , , , , , , , on 16/08/2009 by blogdobatman

O festival que mudou o mundo faz aniversário, e já tem quarenta velinhas em seu bolo. Depois de todo esse tempo, muito já se sabe sobre ele – quase tudo. O que é inédito para a maioria é a história de Elliot Tiber, “o gay que salvou Woodstock”.

Elliot Tiber em 1969 à esquerda e foto recente à direita: o charme em pessoa

Elliot Tiber em 1969 à esquerda e foto recente à direita: o charme em pessoa

A 145 km de Nova York de 15 a 17 de agosto de 1969 ocorreu a maior festa em prol da nova música, do amor livre; dos ideais de liberdade sexual, cultural, ideológico; do espírito comunitário, da paz. O festival aconteceu em Bethel, Nova York, mas, se não fosse Elliot, muito provavelmente não teria acontecido. O que sucedeu foi o seguinte: o festival já estava planejado para ser realizado em Wallkill, mas a câmara de vereadores local vetou o evento. Correm boatos de que um primo e um tio de Sarney eram vereadores, mas ninguém confirma. Enfim, o veto deixou Michael Lang – que estava produzindo o projeto – com um superproblema, já tendo sido gastos mais de 2 milhões de dólares. Eis que entra em cena nosso salvador, Elliot Tiber, que trabalhava num hotel de beira de estrada que seus pais haviam comprado, e teve a iluminação: “nós podemos sediar o festival”.

Capa do livro versão brasileira

Capa do livro versão brasileira

Elliot acaba de lançar um livro, de título Taking Woodstock (abrasileirado Aconteceu em Woodstock), em que conta tudo sobre a organização, o ritmo alucinante do evento, das frias e das glórias conquistadas. O livro serviu de base para uma comédia de Ang Lee, que chega aos cinemas no final deste mês, e que promete uma nova luz sobre o evento. Link para entrevista completa no G1: http://migre.me/5gP3

Por mais que os hippies americanos não tenham sido tão politizados quanto os universitários parisienses, a luta por uma moral mais branda foi mútua e importantíssima. E se hoje temos liberdades, opiniões, e direitos (como criar um blog para falar qualquer coisa), os devemos, inclusive, a pessoas como ele, Elliot Tiber.

Carlos Minc e a marcha da maconha

Posted in Amenidades, Fofoca with tags , , , , on 09/06/2009 by blogdobatman

No fim do mês passado, o ministro do meio ambiente, Carlos Minc, teve de ir à câmara dos deputados para esclarecer uma história aos Deputados. Estes queriam saber exatamente o que ele fazia na Marcha da Maconha, realizada à pouco tempo. O midiático Minc participou do evento na cidade do Rio de Janeiro, onde mora, e chegou à falar de cima do palanque sobre a importância da liberação da plantinha. Os transeuntes da bela tarde de ipanema foram brindados com os discursos ministeriais e com o coro da galera, que parodiava um tema patriótico cantando “Eeeu, sô maconhêêrooo, com muito orgulhooo, com muito amoooor…”

Minc e seus coletes da marcha da maconha

Minc e seus coletes na marcha da maconha

O  requerimento que levou Minc à câmara dos deputados foi proposto por um tal de Laerte Bessa, do PMDB. Segundo o parlamentar, o ministro estaria incitando a prática de crime contra a saúde pública ao pedir a legalização. Após a audiência, os ilustres deputados decidiram que o ministro não havia incitado crime algum. Carlos Minc e seus esvoaçantes coletes terminaram numa boa.