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Memórias de Woodstock: o gay que salvou o festival

Posted in Amenidades with tags , , , , , , , , , , , , , , on 16/08/2009 by blogdobatman

O festival que mudou o mundo faz aniversário, e já tem quarenta velinhas em seu bolo. Depois de todo esse tempo, muito já se sabe sobre ele – quase tudo. O que é inédito para a maioria é a história de Elliot Tiber, “o gay que salvou Woodstock”.

Elliot Tiber em 1969 à esquerda e foto recente à direita: o charme em pessoa

Elliot Tiber em 1969 à esquerda e foto recente à direita: o charme em pessoa

A 145 km de Nova York de 15 a 17 de agosto de 1969 ocorreu a maior festa em prol da nova música, do amor livre; dos ideais de liberdade sexual, cultural, ideológico; do espírito comunitário, da paz. O festival aconteceu em Bethel, Nova York, mas, se não fosse Elliot, muito provavelmente não teria acontecido. O que sucedeu foi o seguinte: o festival já estava planejado para ser realizado em Wallkill, mas a câmara de vereadores local vetou o evento. Correm boatos de que um primo e um tio de Sarney eram vereadores, mas ninguém confirma. Enfim, o veto deixou Michael Lang – que estava produzindo o projeto – com um superproblema, já tendo sido gastos mais de 2 milhões de dólares. Eis que entra em cena nosso salvador, Elliot Tiber, que trabalhava num hotel de beira de estrada que seus pais haviam comprado, e teve a iluminação: “nós podemos sediar o festival”.

Capa do livro versão brasileira

Capa do livro versão brasileira

Elliot acaba de lançar um livro, de título Taking Woodstock (abrasileirado Aconteceu em Woodstock), em que conta tudo sobre a organização, o ritmo alucinante do evento, das frias e das glórias conquistadas. O livro serviu de base para uma comédia de Ang Lee, que chega aos cinemas no final deste mês, e que promete uma nova luz sobre o evento. Link para entrevista completa no G1: http://migre.me/5gP3

Por mais que os hippies americanos não tenham sido tão politizados quanto os universitários parisienses, a luta por uma moral mais branda foi mútua e importantíssima. E se hoje temos liberdades, opiniões, e direitos (como criar um blog para falar qualquer coisa), os devemos, inclusive, a pessoas como ele, Elliot Tiber.

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